quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cântico do Calvário

De Fagundes Varela com algumas adaptações
In Memorian Alex

Eras na vida pomba predileta
Que sobre um mar de angustia conduzias
O ramo da esperança.
Eras a estrela que entre a neve do inverno cintilava
Apontando o caminho ao pastor.
Eras a conquista de um dourado verão
Eras o poema, a pátria a inspiração.
O futuro de sua irmã! – Ah! No entanto,
Pomba, - varou-te a flecha do destino!
Astro, - engoliu-te o temporal do norte!
Teto, - caístes! Crença, - já não vives!
Correi, correi, oh, lágrimas saudosas,
Herança cruel de um amor que se foi
Duas luzes que iluminam
A lousa fria de um sonhar que jaz morto!
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São mortos para mim, das noites os fachos.
Mas Deus vos faz, lagrimas santas,
E a Luz de Deus caminharei!
Estrelas do sofrer, gota de magoa, sede benditas!
Oh, irmão de minh’alma! Ultima rosa que,
Neste solo ingrato vivia.
Minha esperança amargamente doce!

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