segunda-feira, 9 de julho de 2012


Sonhei com meu irmão hj...depois de tantos anos...


Nem me lembro a ultima vez q me expressei em palavras por aqui, tudo tem sido tão diferente e percebo q silenciei por tempo demais. Já não existe aquela esperança viva e nem a certeza de muita coisa. Há em mim uma fé que se arrasta ainda em busca de respostas. Não que eu tenha perdido minha fé em Deus, mas hj me vejo livre de crenças e de tradições q eu jurava ser pilares para minha vida. Nada é como antes, se antes eu podia sentir a presença de Deus ou seja lá o que fosse que me trazia força e consolo hj só sinto um vazio. Não posso negar o que vivi, mas parece tão distante que mesmo se quisesse eu não saberia como voltar. 

Tudo está errado, tudo se confunde, não encontro respostas e as vezes nem mesmo sei quais são as perguntas...só sei q vivo dia após dia acompanhando com profundo pesar que certas escolhas no passado se resultaram em erros tão complexos e quase impossíveis de serem consertados. Nem há muito o que dizer, tudo se arrasta com o tempo só o que permanece imutável é o desejo contido de um dia te ver novamente e a incerteza que vive em mim em que certos momentos e as vezes em pequenos detalhes eu ainda fecho meus olhos e me pergunto: ...como seria hoje se ele estivesse aqui??? 

Continuo por ai...caminhando sempre....Feliz??? Ah essa altura da vida...pouca coisa me importa e pequenas coisas me alegram...Felicidade foi só uma de tantas idéias que nasceram no passado e se perderam no meu tempo !!!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.


Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.


Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.


Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.


Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.


Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.


Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.


Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.


Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".


Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.


Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.


Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

George Carlin

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sou pessoa de dentro pra fora.
Se há beleza em mim está na minha essência
e no meu caráter. Acredito em sonhos,
não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto.
Estou aqui é pra viver, cair, aprender,
levantar e seguir em frente. Sou isso hoje…
Amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre
que a vida pede um pouco mais de mim.
E assim vou caminhando, tropeçando e levantando.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com alma de menina e vice-versa.
Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário,
enlouqueço e deixo rolar. Não me dôo pela metade,
não sou tua meio amiga nem teu quase amor.
Então, nada aceito pela metade...
Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos.
Quando amo...amo muito....quando odeio, risco..
Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa.
Sou pessoa de riso fácil e de choro também.
Ou você ama assim ou odeia...
Desconheço o autor...
Sorrir com os olhos, falar pelos cotovelos, meter os pés pelas mãos. Em mim, a anatomia não faz o menor sentido. Sou do tipo que lê um toque, que observa com o coração e caminha com os pés da imaginação. Multiplico meus cinco sentidos por milhares e me proponho a descobrir todos os dias novas formas de sentir. Quero o cheiro da felicidade, o gosto da saudade, o olhar do novo, a voz da razão e o... toque da ternura. Luto contra o óbvio, porque sei que dentro de mim há um infinito de possibilidades e embora sentimentos ruins também transitem por aqui, sei que devo conduzi-los com a força do pensamento até a porta de saída. Decidi não delegar função para cada coisa que eu quero. Nem definir o lugar adequado para tudo de bom que eu sinto. Nossos sentimentos são seres vivos e decidem sem nos consultar. A prova de que na vida, rótulos são dispensáveis e sentimentos inclassificáveis. '
Facebookeando por ai...tb não sei quem é o autor...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O INACABADO QUE HÁ EM MIM.

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.

Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e
o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a
mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas.
Também recebo afluentes e com eles me transformo,

O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me
deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me
fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O
que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a
vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações
inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de
muitos mundos.


Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do
que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As
chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em
que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.

Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.

Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.

Eu sou inacabado. Preciso continuar.

Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio
que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste
contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro
sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o
frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. 

Eu sou assim. Sem culpas.

Padre Fabio de Melo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Não sou boα com números. Com frαses feitαs. E com morαis de históriα. 
Gosto do que me tirα o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quαse impossível. 
Meu corαção é livre, mesmo αmαndo tαnto. Tenho um ritmo que me complicα. 
Umα vontαde que não pαssα. Umα pαlαvrα que nuncα dorme... 
Mudo de humor conforme α luα. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. 
Tenho o desαssossego dentro dα bolsa. E um pαr de αsαs que nuncα deixo. 
Às vezes, quαndo é tαrde dα noite, eu viαjo. E - sem sαber - busco respostαs que não encontro αqui... Mαs não tem nada, não. Bonito mesmo é essα coisα dα vidα: um diα, quαndo menos se esperα, α gente se superα. E chegα mαis perto de ser quem - nα verdαde - α gente é. " 
[ Fernαndα Mello ]

domingo, 24 de abril de 2011

Hoje vivo um tipo estranho de saudade.
Saudades de outrora, de quem um dia fui e deixei de ser
De quando me olhava no espelho e via algo além de uma imagem distorcida de anseios que se perderam.
Saudades de uma fé viva que carregava em meu coração e do brilho que surgiam dos meus olhos diante de tamanha simplicidade.
O que restou de mim afinal?
Não há tristeza mais torturante do que a de não se reconhecer, olhar para tras e procurar em que momento eu me perdi de mim mesma, em que instante comecei a matar de dentro de mim os sonhos que carregava e o desejo que tinha de torna-los reais.
Leve o que quiser de mim, leve essa emoção falsa...esse sorriso forçado... essa imagem borrada pelas marcas do tempo e essa minha ingratidão pela vida que Deus me deu.
Não exija de mim o que não posso te dar...
Pois nada mais tenho a oferecer...

Ellen Pivaro

domingo, 20 de março de 2011

Cântico Negro

Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

(José Régio)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância. Pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono! Música alta e silêncio. 
Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser.
Não me limito, não sou cruel comigo! 
Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… 
“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca."
 
(Clarice Lispector)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Um pouco de mim...

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
 

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Finados...

Mês de novembro e com ele o temor que me acompanha há mais de 16 anos...
Quer saber qual???
O medo de dizer adeus...o receio de ter que assistir mais alguem indo embora...na verdade é um grande equivoco dizer que tenho medo de dizer adeus, porque jamais houve um adeus se quer...houve somente a dor de despedidas repentinas que chegam como ladrão no cair da noite, mas que levam o que você tem de mais precioso. 

Outro dia sonhei que estavamos todos postos a mesa para a ceia de Natal...minha familia completa...uma mesa realmente imensa com parentes distantes e os mais próximos, mas a cada momento que se passava eu percebia que sempra havia lugares vazios e cada vez mais os olhares iam se perdendo...sorrisos de desfazendo...e mãos que se separavam.  

Percebi que há muito tempo tem sido assim, não há um Natal que eu não sinta a falta de alguém, sempre aquele lugar vazio a mesa e com ele uma saudade que ainda dói pois não me acostumei com as despedidas da vida.

Queria muito que esse ano fosse diferente, que o luto nos deixasse pelo menos por alguns anos para que possamos deixar cicatrizar direito as feridas...Porque sinceramente: - Deus não estamos fortes ainda !!!

domingo, 17 de outubro de 2010

Por que sou um sonhador?

Porque a alternativa é aceitar a realidade tal como é, sem qualquer esperança de mudança. Prefiro ser um sonhador a ser um cínico, que se entrega cegamente ao fatalismo.

Sonhadores são cúmplices de Deus na realização de Sua obra restauradora. Sonhadores são seres subversivos, que não se ajustam aos padrões vigentes. São rebeldes com causa! São seres pertencentes a outro mundo... um mundo ainda a ser criado.

São seres de outro tempo. Vieram do futuro pra nos avisar que tudo pode ser diferente.

É verdade que os sonhadores são ingênuos. Mas é essa ingenuidade infantil que subverte a ordem. É das crianças o Reino dos céus!

Sonhos são a matéria prima de que é feito o futuro. Deixar de sonhar é suicidar-se, é morrer estando vivo, é desistir de viver.

E quando os velhos sonham, os jovens têm visões. Adultos sonhadores produzem jovens visionários.

Prefiro o legado dos sonhadores à herança dos perversos.

Quanto ao passado, sou seu aluno, não seu refém.

Sou um sonhador, e nada mais. Mas estando em Deus, sei que sou capaz.

Hermes C. Fernandes

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição."
Clarice Lispector.
''Sou inquieta e áspera e desesperançada. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor. Às vezes me arranha como se fossem farpas.'' Clarice Lispector.
"O que eu quero contar é tão delicado quanto a própria vida. E eu quereria poder usar a delicadeza que também tenho em mim, ao lado da grossura de camponesa que é o que me salva. Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em aprender uma atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: Parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais..."  Clarice Lispector.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Amores que não são amores

Interessante e instigante...mas existem pessoas lindas que passam a vida sendo apenas objeto de prazer, nunca foco de desejo. As pessoas passam por elas, mas não permanecem. Isso só prova que o prazer não é o suficiente para o outro querer ficar. 
O que nos faz apaixonar uns pelos outros é o desejo que somos capazes de despertar.

Pessoas que, na incapacidade de compreender o limite de suas histórias pessoais, passam a buscar nos outros os preenchimentos de suas lacunas. 
Amores que não são amores. Amores que se caracterizam como competições sórdidas, desumanas e quase sempre se confundem com cuidado e atenção.

 

Quem me roubou de mim ?

"A Paixão é a profanação da subjetividade, o acesso inescrupuloso aquelas realidades do sujeito particular, forçando-o a desprender-se de si mesmo para viver numa forma estranha e socializada de escravidão e dependência"
...Jura a promessa de um amor eterno que se desdobra em uma forma cruel de prisão...

Padre Fabio de Melo apesar de críticado  por muitos, realmente consegue mergulhar fundo no íntimo das pessoas, nesse livro pude observar que a todo momento estamos sendo sequestrados da nossa subjetividade, quando passamos a ver tudo com os olhos de outra pessoa e não o nosso.

Há pessoas que nos roubam...
E há aquelas que nos devolvem...
Recomendo !!!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mudando de Assunto

Decidi deixar meu lado crítico em perfeita harmonia com o pessoal...que ultimamente tem estado em crise existencial, mas tudo bem !!! Apesar de situações tensas do cotidiano, ainda há o que me traz grande prazer, seja na simplicidade de um momento ao lado de um amigo até na inspiração encontrada em um belo poema mesmo eu não sendo nenhuma leitora assídua de romances,  mas sei admirar o que realmente é belo.

Eu sou a Voz que Clama no deserto...

Jamais negarei aquilo que realmente acredito para agradar qualquer que seja a pessoa mais próxima a mim. Já deixei bem claro o meu compromisso a favor do respeito a vida e a moralidade. Lamentavelmente serei apenas mais uma que se cala diante de tanta impunidade e ignorância, mas na certeza que ao menos poderei deitar minha cabeça ao travesseiro e não carregar comigo o peso de uma consciência que se vendeu a troco de NADA.


"Democracia quer simplesmente dizer o desencanto do povo, pelo povo, para o povo."
 Oscar Wilde

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

VOTE NO POSTE - Mídia sem Máscara

O Brasil elegerá a primeira mulher de nossa história, como também a primeira terrorista, guerrilheira, ladra, assassina, totalitarista, assaltante de banco, para a tristeza dos poucos homens de bem.
É relativamente comum ouvir na imprensa o refrão comum das eleições brasileiras, quando o elemento é o voto: o "espetáculo" da democracia! Na prática é um chavão cheio de fantasias, como se o voto definisse, por si mesmo, o aspecto essencial do sistema democrático. Neste caso, o voto é um fetiche, um objeto de culto, como se a expressão popular fosse a mais sacrossanta das escolhas políticas. Quem se prestasse a estudar história sabe que o voto, antes de provar a validade do sistema democrático, foi a arma mais perfeita das ditaduras totalitárias do século XX, e continua sendo o instrumento preferido dos déspotas do século XXI. Hitler, Mussolini, Stálin, Fidel Castro, Saddam Hussein, Hugo Chavez e outros demais tiranos usaram o voto como simulacro de legitimidade popular. Se o sufrágio universal já serviu para alguma coisa, foi justamente para arruinar a democracia.
Poucas coisas são mais assustadoras na democracia do que o voto. As ruas ficam apinhadas de panfletagem maciça, cartazes e slogans, além de musiquinhas vulgares (aqui em Belém é quase sempre o brega) e homenzinhos medianos e vulgares pedem a atenção dos eleitores, quando, na prática, mais parecem uma mercadoria de feira vendida na rua. Isto, quando não aparecem os candidatos circenses por excelência, aqueles que no horário eleitoral gratuito demonstram ser a caricatura do nosso sistema político (e também de nosso eleitorado). Se há algo que o sistema eleitoral democrático dos tempos modernos representa é um espetáculo sim, da estupidez, da mediocridade e da baixeza moral e ética da consciência elementar do povo e da classe política. É, em suma, um sistema democrático de massas, onde a sacralidade e extensão do voto são diretamente proporcionais a sua quantificação e sua completa perda de valor. No final das contas, o voto democrático é a escolha de indivíduos atomizados, alienados de quaisquer convicções, interesses ou idéias próprias sobre a política. A grande maioria é completamente indiferente ou ignora o que sempre está em jogo. As eleições conseguem ser piores do que a Copa do Mundo. . .
É assustador pensar que o sufrágio universal, ao contrário do que se presume, afasta muito mais os governantes dos governados. Vota-se, não pelo conhecimento de quem vai exercer um cargo ou tomar as dores e primícias do poder, mas sim pelo elemento sedutor da propaganda de difusão em massa dos candidatos. O eleitor médio é obrigado a votar pelas cartilhas da propaganda ou da chamada "boca de urna", porém, mal conhece os candidatos. Ademais, os eleitores nem mesmo conhecem o porquê de votarem nos candidatos. Muita gente ignora a razão de existir uma câmara dos deputados ou o senado. Não é por acaso que o Congresso Nacional é uma instituição fraca neste país.
Isso explica, embora não totalmente, o fato da candidata a Presidente da República Dilma Rousseff ser a indicada para ganhar as eleições. O povo brasileiro, em massa, através de uma propaganda de desinformação, estará votando num poste para presidente. Tudo porque a outra figura mítica inventada pela imprensa, pela inteligentsia e pelos círculos educacionais controlados pela esquerda, o Sr. Lula, indicou-a como sua sucessora.
Esse povo ignorante, estúpido, que votaria até num macaco para presidente, não faz questão de perguntar quem é essa criatura que, provavelmente, tomará o poder. Não se questiona sobre seu passado sujo, sua inimizade ideológica e política contra a democracia. Bestializado, esse povo ainda acredita nas ilusões materiais de uma prosperidade econômica insignificante, quando as instituições públicas e demais valores que consagram a democracia estão em perigo. Para um eleitorado que mais lembra uma manada, como esperar algum tipo de consciência, quando as liberdades civis e políticas estão ameaçadas? O importante é comer, beber e dormir, numa farra de pão e circo, ainda que para isto a liberdade seja destruída.
O espantoso é que a massa eleitoral de Lula nem sempre é completamente analfabeta (ao menos, no sentido formal do termo).Muita gente com formação universitária apóia este indivíduo, como também sua sucessora. De fato, Ortega y Gasset foi feliz no conceito do homem-massa: das criaturas medianas, sem muita capacidade para pensar, mas que acabam tomando para si as funções de excelência em nossa sociedade. São os senhoritos arrogantes, medíocres, idiotas, que tomam as rédeas da cultura, da educação e da formação de opinião, para elegerem os piores, porque odeiam o que é intelectualmente superior. E mais assustador, aqueles que são mais competitivos, mais aplicados, honestos ou inteligentes são justamente colocados no ostracismo, já que o idiota organizado quer suprimir qualquer manifestação superior de caráter e inteligência. Quando o presidente Lula se orgulha de seu português sofrível e faz de sua ascensão social de arrivista um modelo para uma sociedade, isso reflete o completo rebaixamento espiritual de um povo, que perde no horizonte, modelos sérios e responsáveis de elites. Se as elites políticas são desonestas, iletradas, vigaristas, em quem o povo vai se inspirar como modelo?
É paradoxal perceber que o culto da inferioridade intelectual seja um sinal claro da decadência de nossos tempos. Há pessoas que admiram Lula, justamente naquilo que ele tem de mais abjeto e de baixo nível. Pessoas que acham que seu analfabetismo, sua falta de cultura, sua desonestidade, são valores autênticos, que contrariam as expectativas dos realmente inteligentes, cultos e honestos. Quantas vezes não se repetiu o mantra estúpido de que Lula governa melhor do que os mais instruídos, por justamente desprezar a instrução e ser, nas palavras de alguns, um "homem do povo"? Isso dá ao analfabeto funcional uma sensação de orgulho, de soberba, como se o esforço intelectual fosse uma atividade dispensável, restrito a gente pedante. Nem Carlos Magno, o grande rei dos francos, que era analfabeto, se orgulhava de sua baixa instrução intelectual. Apoiou a construção de mosteiros e foi aprender a ler e a escrever no fim de sua vida. Já o Sr. Lula não se esforça por melhorar o português ou estudar: basta que o nouveau riche vista ternos Armani e tenha vida boa e banque a farsa do eterno operário (como se o mero fato de ter origens baixas o desobrigasse de ter cultura e formação). Para os pseudo-intelectuais que criaram o mito Lula (e por que não, o próprio Lula?), ser do povo é ser eternamente analfabeto funcional.O mais escandaloso é que o povão se sente lisonjeado em ser chamado de analfabeto (o que, de fato, não deixa de ser verdade, embora, em outros tempos, isso seria sinônimo de vergonha).
É típico da gente idiotizada crer que estudar seja um ornamento de aparência, não um dado essencial mesmo do ser humano de aperfeiçoar seus dons e seu valores. Daí tal mentalidade de nivelamento se refletir na educação, na cultura e mesmo na formação moral e ética do povo. Atualmente se vê os inteligentes com desprezo, como fonte de soberba e não de referência. O ignorante trapaceiro, espertalhão, demagogo e fingido, que se dá bem na vida, é o modelo agradável aos olhos e ouvidos dessa gente desprezível e ignara. Até porque ser idiota não exige muito esforço.
A oposição, como sempre, aceita o jogo das esquerdas. Nada espantoso, já que praticamente a quase toda a oposição também é de esquerda. José Serra é o mesmo que solta as denúncias tímidas das ligações do PT com as Farc, quando depois diz admirar o Lula amiguinho do narco-terrorismo. Ainda que os áulicos do Presidente e de sua candidata abusem criminosamente da máquina pública, invadindo privacidades e violando o sigilo fiscal de sua filha na Receita Federal, o tucano preserva a polidez tosca contra os bandidos. É um estranho caso de cumplicidade masoquista com uma velha companheirada de esquerda.
As eleições são o reflexo desse circo, dessa cretinice moral na política e na consciência de uma boa parte do povo. O brasileiro médio, provavelmente, elegerá um poste mijado de cachorro para presidente da república. Ou mais, o que torna a situação tragicômica, o PSDB perderá a disputa por um bonifrate falante. Se Lula decidisse apoiar um jumento, um bicho preguiça, uma anta ou qualquer outro ser amestrado, ao que parece, o povo brasileiro elegeria bovinamente qualquer tipo de animal na fauna. Políticos animalescos no Congresso Nacional é que não faltam nessa floresta política. Até o povo é um animal doméstico, um bicho amestrado. A inteligência no Brasil virou minoritária, enquanto a burrice se tornou comum. Numa terra de idiotas, um inteligente não é rei: vira louco! E quando os idiotas são organizados, a tendência é a democracia se dissipar.Quase sempre vira ditadura!
As eleições brasileiras viraram palhaçada. E o eleitorado, no geral, é uma manada sem cérebro, sem olhos, sem ouvidos e sem fala, elegendo criaturas cada vez mais infames. Não esqueçamos: o Brasil elegerá a primeira mulher de nossa história, como também a primeira terrorista, guerrilheira, ladra, assassina, totalitarista, assaltante de banco, para a tristeza dos poucos homens de bem.Povo brasileiro, vote em Dilma, vote no poste mijado, vote no bonifrate do presidente Lula! E banque o cachorrinho vira-lata do PT.