domingo, 24 de abril de 2011

Hoje vivo um tipo estranho de saudade.
Saudades de outrora, de quem um dia fui e deixei de ser
De quando me olhava no espelho e via algo além de uma imagem distorcida de anseios que se perderam.
Saudades de uma fé viva que carregava em meu coração e do brilho que surgiam dos meus olhos diante de tamanha simplicidade.
O que restou de mim afinal?
Não há tristeza mais torturante do que a de não se reconhecer, olhar para tras e procurar em que momento eu me perdi de mim mesma, em que instante comecei a matar de dentro de mim os sonhos que carregava e o desejo que tinha de torna-los reais.
Leve o que quiser de mim, leve essa emoção falsa...esse sorriso forçado... essa imagem borrada pelas marcas do tempo e essa minha ingratidão pela vida que Deus me deu.
Não exija de mim o que não posso te dar...
Pois nada mais tenho a oferecer...

Ellen Pivaro

Nenhum comentário:

Postar um comentário